Neurolog.ia
Caso neurológico organizado, do NIHSS ao seguimento
Ambiente de trabalho para o neurologista brasileiro: caso do paciente reunido, escalas clínicas calculadas, neuroimagem anotada e literatura filtrada por hipótese. Quem lê o exame e assina a conduta continua sendo o médico.
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Neurolog.ia reúne o caso neurológico num painel só: escalas calculadas, neuroimagem anotada e seguimento longitudinal. Apoio à leitura do neurologista, nunca diagnóstico autônomo.
Perguntas Frequentes
O que é o Neurolog.ia?
Neurolog.ia é um ambiente de trabalho digital para neurologistas. Reúne o caso do paciente num lugar só: escalas clínicas calculadas, exames de imagem anexados com anotação, evolução consulta por consulta e literatura filtrada pela hipótese em discussão. Não emite laudo nem prescreve. Organiza o que o médico precisa ler antes de decidir.
Para quem o Neurolog.ia foi feito?
Para o neurologista que atende ambulatório de crônicos e ainda cobre plantão. Quem acompanha epilepsia, esclerose múltipla, Parkinson ou sequela de AVC lida com anos de exames espalhados entre PDFs, WhatsApp e prontuários diferentes. O projeto existe para juntar essa linha do tempo num só painel. Paciente não tem acesso.
O que a escala NIHSS mede no AVC?
A NIHSS pontua onze itens do exame neurológico: nível de consciência, desvio do olhar, campo visual, paresia facial, força nos quatro membros, ataxia, sensibilidade, linguagem, disartria e negligência. O total vai de 0 a 42 e quanto mais alto, mais grave o déficit. Serve para comparar o paciente com ele mesmo hora a hora.
Por que se diz que tempo é cérebro no AVC?
Porque o tecido isquêmico morre em minutos. Saver calculou em 2006 que o paciente com oclusão de grande vaso perde em média 1,9 milhão de neurônios por minuto sem tratamento. A trombólise intravenosa tem janela de até 4,5 horas do início dos sintomas. A trombectomia mecânica pode ir além, em casos selecionados por imagem.
Qual a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico?
O isquêmico é entupimento de artéria e responde por cerca de 85% dos casos. O hemorrágico é sangramento, por ruptura de vaso ou de aneurisma. A tomografia sem contraste vem primeiro porque separa os dois em minutos: trombolítico em quem está sangrando piora o quadro. A conduta é oposta nos dois cenários.
Como a ressonância entra no diagnóstico de esclerose múltipla?
A imagem é o eixo. O protocolo de crânio usa FLAIR e T2 em cortes finos, T1 com gadolínio para ver lesão ativa e costuma incluir a medula cervical. Os critérios de McDonald, na revisão de 2017, pedem disseminação no espaço e no tempo. Bandas oligoclonais no liquor substituem o critério temporal em parte dos casos.
O que o eletroencefalograma mostra na epilepsia?
O EEG registra a atividade elétrica do córtex e procura descargas epileptiformes entre as crises, o que ajuda a classificar a síndrome e a localizar o foco. Exame de rotina normal não exclui epilepsia: o primeiro registro flagra alteração em cerca de metade dos pacientes. Repetir o traçado e privar de sono aumenta esse rendimento.
Quais sinais de alarme numa cefaleia pedem investigação?
Dor explosiva que chega ao pico em segundos. Primeira crise depois dos cinquenta anos, febre com rigidez de nuca, déficit neurológico focal, papiledema, mudança do padrão habitual, piora com Valsalva ou ao mudar de posição, história de câncer ou imunossupressão, dor após trauma e gestação. Nesses cenários a imagem deixa de ser opcional.
O que é neuropatia periférica e para que serve a eletroneuromiografia?
É o comprometimento dos nervos fora do sistema nervoso central, com formigamento, queimação e perda de força distal. Diabetes é a causa mais comum no Brasil. A eletroneuromiografia mede condução nervosa e atividade muscular, separando dano axonal de desmielinizante. Ela enxerga mal a neuropatia de fibras finas, que exige biópsia de pele.
Quando investigar declínio cognitivo e o que o MEEM e o MoCA acrescentam?
Quando a queixa de memória atrapalha a rotina ou alguém de casa nota mudança de comportamento. O MEEM pontua de 0 a 30 e tem nota de corte ajustada por escolaridade na validação brasileira. O MoCA cobre função executiva e detecta melhor o comprometimento cognitivo leve. Os dois são rastreio, não diagnóstico de demência.
Por que IA em neuroimagem é triagem e não laudo?
O algoritmo sinaliza achado suspeito e reordena a fila de leitura. Interpretar a imagem no contexto clínico e assinar continua sendo do médico: laudo e conduta são ato médico, regulado pelo CFM. Software de imagem com finalidade diagnóstica é dispositivo médico e depende de registro na Anvisa antes do uso assistencial.
Como funciona o acesso ao Neurolog.ia hoje?
Está em desenvolvimento, sem versão aberta ao público. Nenhuma função de análise de imagem está liberada para uso assistencial, e nada entra em rotina de atendimento antes do registro exigido pela Anvisa. Quem quiser acompanhar ou testar protótipo com caso anonimizado se cadastra pelo ft.ia.br. Preço ainda não tem definição.
O domínio deste site está à venda?
Está. O neurolog.ia.br é um domínio premium raro: lido em voz alta, soa exatamente como neurologia, num nome curto e sem hífen. Serve para clínica, software clínico, serviço de neuroimagem ou grupo de pesquisa. Propostas e detalhes de transferência pelo ft.ia.br, direto com o Fabricio Telles.
"Em cada minuto sem tratamento, o paciente com AVC isquêmico de grande vaso perde em média 1,9 milhão de neurônios."